Moção Mais Lisboa
A Moção “Mais Lisboa” é um documento desenvolvido no âmbito das necessidades hoje identificadas na Concelhia de Lisboa da Juventude Socialista e tem como intuito traçar e definir o rumo que queremos para o mandato futuro da nossa organização.
O desejo desta candidatura, que se une em torno dos ideais vanguardistas da social-democracia e do mote universal Liberdade, Igualdade e Fraternidade, é fazer com que este documento congregue as áreas e ideias mais importantes de actuação interna e externa para que a JS possa ter objectivos e resultados claros, e evidentemente se encontre convicta e consciente do seu papel e missão dentro do ciclo político lisboeta.
“Mais Lisboa” acredita e propõe jovens políticos com noções fundamentais, mais necessárias hoje do que nunca – a noção de serviço publico, de militância, de causa publica, da defesa dos direitos sociais. Tão ou mais importantes são a honra, a ética e a tolerância que sentimos como valores intrínsecos à causa que defendemos. Eficácia e cumprimento do dever também se farão sentir nesta nossa vontade de liderar os destinos da JS Lisboa durante os próximos anos.
Humildemente nos apresentaremos às eleições concelhias de 22 de Abril de 2007.
Apelamos a todos os militantes que anseiam por Mais Lisboa que assim decidam e que participem cada vez mais na nossa JS, ajudando a construir o futuro que está nas mãos de todos nós.
Formação
A candidatura “Mais Lisboa” acredita que a formação política dos militantes da Juventude Socialista deve ser a primeira entre as principais prioridades para o biénio 2007-2009.
Ao exprimirmos tal preocupação, temos primeiramente em conta as legitimas expectativas dos jovens quando escolheram pertencer à nossa organização e em segundo lugar a incumbência de os preparar para o enquadramento devido inserido no cenário presente e futuro da própria JS, do PS e do concelho de Lisboa que, sem dúvida alguma, muita evolução encontrará com quadros cada vez mais qualificados e conscientes do seu papel e missão. Ninguém contestará seguramente que um jovem lisboeta que se tenha inscrito na JS e queira iniciar uma militância constante e activa tem como expectativa que a sua estrutura concelhia lhe conceda acesso a mais informação, mais know-how político e seguramente, mais conhecimento sobre matérias, sectores e áreas, gerais ou particulares, que estejam relacionadas, passiva ou activamente e directa ou indirectamente, com o governo da cidade, do país e com outros assuntos extremamente diversificados derivados da ampla sociedade civil que manifesta opiniões, posições e preocupações, inerentes ao futuro de todos nós. Para a nossa candidatura é neste sentido imprescindível que a Concelhia de Lisboa tome um papel cimeiro na formação destes militantes que demonstram desejo em acompanhar a mudança constante dos tempos, não ficando a estrutura estagnada na preocupação de organizar formações já tornadas clássicas sobre questões, muitas vezes, meramente processuais. A JS Lisboa terá de abrir claramente os horizontes e apostar em temáticas e modelos inovadores de formação que muita falta fazem a qualquer camarada, seja ele recém filiado ou não, para assim ter um papel central de ajuda e estimulo na construção de um conhecimento político colectivo cada vez mais vasto e de militâncias francamente mais sólidas. A candidatura “Mais Lisboa” crê realmente que a formação, hoje em dia, separa o trigo do joio entre indivíduos; e que nas lides políticas marca a diferença entre os bons e os maus projectos internos e externos das estruturas. Assim, a nossa aposta na formação constante é uma aposta clara na qualidade dos quadros da JS Lisboa reconhecendo que os conhecimentos técnico e político, sendo infinitos, nunca se esgotam e que todos nós, responsáveis políticos ou militantes base, estamos sempre em boa idade de aprender. Considerando nós como um objectivo impreterível a existência de uma Juventude Socialista de Lisboa como força activa dentro do Partido Socialista, é nossa posição, que este propósito só será efectivamente instalado quando os nossos militantes passarem a ser reconhecidos no PS, nas suas secções e concelhias, pelo factor qualidade.
Depois de termos desenvolvido ao longo do texto a real necessidade de apostar seriamente na formação política dos militantes é espaço este para realçar alguns dos efeitos a curto, médio e longo prazo dessa mesma empresa.
Acreditamos que a curto prazo teremos já uma JS Lisboa mais interveniente a nível interno da JS, do PS e também na sociedade civil, pronta a arranjar soluções para os problemas dos nossos concidadãos. Sabemos que a formação que pretendemos levar a cabo dotará o militante dos instrumentos processuais para o fazer mas estamos convictos que algo bastante importante irá ser demonstrado por muitos mais militantes a curto prazo: a noção e o conceito de missão e causa pública, o entendimento da génese da política e sua teoria, o conhecimento e respeito por outras tendências, ideologias e sensibilidades políticas.
A médio prazo, poderemos seguramente contar com mais camaradas melhor preparados para enfrentar as eleições autárquicas de 2009, pois, uma das áreas de formação em que mais insistiremos será a relacionada com a gestão autárquica no geral e com o concelho de Lisboa em específico, analisando este último no seu todo mas incidindo também em aspectos particulares à realidade característica de cada uma das 53 freguesias.
Olhando para um futuro, na nossa escala a longo prazo, cremos que efectivamente a formação prévia e estudada dos militantes da concelhia de Lisboa da Juventude Socialista vai certamente conduzir a uma ampla renovação de quadros em variados níveis internos e consequentemente, externos à própria organização. Com um alicerçar real do factor qualitativo nos nossos próprios recursos humanos veremos cada vez mais camaradas empenhados em trabalhar em prol dos seus núcleos e da concelhia de Lisboa, já para não referir que este mesmo factor fará a diferença a nível de futuras lideranças da FAUL e quiçá da JS Nacional. No plano exterior, intimamente ligado à nossa JS Lisboa, vamos assistir igualmente à renovação dos quadros da JS indicados para as listas das assembleias de freguesia, assembleias municipais e câmaras municipais, e uma vez mais, com a certeza da qualidade gerada por nós e através de nós, estamos seguros que existirá não apenas uma renovação mas também um aumento significativo do número de jovens autarcas socialistas no concelho de Lisboa.
É por acreditar sinceramente que a formação de militantes tem apenas consequências positivas para a evolução e desenvolvimento da nossa Juventude Socialista de Lisboa que a candidatura “Mais Lisboa” a coloca como a sua primeira prioridade para o mandato futuro.
Achamos e defenderemos até às últimas consequências que a formação e o conhecimento daí resultante devem ter um papel essencial na determinação das opções políticas da concelhia de Lisboa e que esses factores aliados ao mérito das equipas e dos muitos militantes que cá vão fazendo a nossa história devem fazer da JS Lisboa a maior referência de excelência política a nível nacional na Juventude Socialista.
Seguidamente apresentamos sucintamente as quatro traves mestras da formação que pretendemos instituir, contudo afirmando desde já que outros tipos de acções inseridas neste âmbito formativo que aqui não estejam previstas poderão sempre surgir ao longo do mandato com a espontaneidade característica da nossa iniciativa política.
Formação Histórica e Ideológica
Conhecer a história e a ideologia da Juventude Socialista e do Partido Socialista deve ser norma e não excepção. Acreditamos pois que um militante deve conhecer a génese da organização em que milita para posteriormente poder ele próprio reflectir sobre o futuro, sabendo e recordando o passado, e para fazer as suas opções políticas em consciência e de braços dados com os valores e princípios emanados das bases profundamente ideológicas que compõem o socialismo democrático.
Mas mais do que sabermos no fundo, quem somos, para uma militância política séria é preciso saber quem são aqueles que vamos encontrar ao longo da vida e que defendem valores e ideologias diferentes da nossa. Assente esse princípio, com a tolerância que deve ser reconhecida a qualquer socialista, a candidatura Mais Lisboa entende que é importante proporcionar ao militante um conhecimento sobre os nossos adversários no campo político nacional fazendo ver as diferenças ideológicas que nos afastam e também as proximidades em alguns pontos específicos que poderemos ter de saber aproveitar em algumas circunstâncias que a vivência venha a proporcionar. A candidatura Mais Lisboa considera ainda que através do contacto com documentos e personalidades que construíram a história da JS, do PS e do país, o militante começará a desenvolver um maior conceito de dever político e uma militância activa mais inspirada na ideologia e intelectualmente melhor fundamentada.
Formação Política “Lato Sensu”
A JS Lisboa terá também de promover uma formação política aqui referida como “de sentido lato”, mas não por isso menos exigente e incisiva quanto a cada temática analisada. Falamos pois de uma vertente de formação que sirva principalmente para informar e esclarecer os camaradas sobre os mais variados temas que surgem através da acção governativa, do debate parlamentar e da discussão em torno do estado actual da cidade. Assim, ao mesmo tempo que fomentamos a discussão sobre problemas do presente, vividos pela sociedade portuguesa e pelos lisboetas, discutimos também a politica presente e futura da JS e do PS face a essas mesmas matérias.
A candidatura “Mais Lisboa” considera ainda que um militante, hoje em dia, pretende ser informado constantemente sobre as políticas que vêm a ser apresentadas e defendidas pelos seus representantes, jovens e seniores, em órgãos públicos. Usaremos assim com carácter formativo o desenvolvimento de contactos entre autarcas, deputados e membros do governo, para estes terem a oportunidade de falar e explicar à Juventude Socialista o seu trabalho, a sua missão e seus objectivos.
Outro tipo de formação também integrado neste ponto é o esclarecimento sobre todas as questões estatutárias e processuais, de relevância, que se considerem importantes para o solidificar de uma militância activa e que consciencializem os camaradas das suas responsabilidades e liberdades individuais e colectivas.
Formação Autárquica
A candidatura “Mais Lisboa”, tal como o Partido Socialista de Lisboa, elege a vitória nas eleições autárquicas de 2009 como a sua primeira prioridade política, que extravasa em muito a esfera interna. Cada militante saberá as razões porque ele mesmo aderiu à JS Lisboa mas se for um cidadão atento ou um militante activo percebe a necessidade da nossa força politica regressar à CML em situação de governo e de poder.
Quem viu e quem vê hoje Lisboa rapidamente se lembra de tempos passados onde muitos dos problemas do presente eram inexistentes ou pouco significativos. A bárbara derrapagem financeira, as profundas e cada vez mais agravadas investigações judiciais por inúmeras aparentes ilegalidades, a mais pura falta de seriedade e honestidade política do Presidente da CML e dos vereadores afectos ao PSD, a quebra e abandono da ampla maioria das promessas eleitorais pelos últimos, a realidade sentida em toda a cidade de Lisboa que indica a ausência total de trabalho politico e por consequência técnico, por parte desses mesmos responsáveis que a governam claramente sem rei nem roque, ao sabor do vento e do momento, sem estratégia, objectivos e claramente com uma falta imperdoável de visão. Podíamos aqui dar mais exemplos do caos que rege hoje a nossa municipalidade. Escândalos atrás de escândalos, desresponsabilizações permanentes e a hipoteca do futuro de Lisboa são apenas alguns atributos com que o PSD nos tem esclarecido sobre a sua própria acção, métodos e opções políticas.
Urge um PS e uma JS fortes que repensem a sua própria actuação e tracem definitivamente uma estratégia clara, transparente e consistente para fazer com que a CML renasça das cinzas no próximo ciclo eleitoral.
Para a JS poder acompanhar o Partido, há ainda que fazer um caminho paralelo imprescindível a essa legitima ambição: formar os militantes nos diversos domínios da gestão autárquica e transmitir-lhes conhecimento sobre políticas municipais.
Esta é sem dúvida uma das vertentes formativas mais importantes para o militante da JS Lisboa por várias razões. A primeira e mais óbvia baseia-se no facto da Concelhia de Lisboa tratar predominantemente de liderar as políticas municipais da JS para a nossa cidade. A segunda prende-se com o aumento substancial do número de jovens autarcas socialistas neste mandato corrente e a real intenção de reforçar essa conquista nas eleições de 2009.
A terceira será provavelmente a proximidade que o poder autárquico cria com os cidadãos e por isso a política autárquica deve ser elaborada com o preceito escrupuloso de identificar e resolver os problemas do concelho, com base num diálogo constante com os lisboetas, principio este que a JS terá de começar a aprofundar.
Destas três razões apontamos claramente a segunda como um objectivo de honra mas para tal se materializar precisamos obrigatoriamente de fomentar a qualidade dos nossos quadros internos nos extensos domínios de conhecimento que compõem a matéria autárquica de Lisboa.
Torna-se assim impreterível a formação de todos os camaradas que pretendam assumir responsabilidades autárquicas a curto e médio prazo para poderem eficazmente cumprir o seu dever face à JS, ao PS e acima de ambos, frente aos nossos concidadãos.
Políticas Autárquicas para Lisboa:
O poder local é sem dúvida alguma aquele que mais próximo está dos cidadãos, é por isso que a candidatura “Mais Lisboa” pretende tornar este num serviço cada vez mais de cidadania e menos de gabinete. Por essas mesmas palavras defendemos que deve existir uma maior competência técnica exigida ao poder local e seus representantes e que esta seja bem empregue numa acção directamente voltada para a resolução dos problemas da cidade. Exigimos para o futuro, uma quebra total com os caminhos e métodos desviantes que abundam, hoje em dia, na CML, e que são sinónimo de entraves burocráticos, de má gestão de todo o tipo de recursos públicos, de uma politica teatral e ficcionada que ambiciona apenas esconder os problemas existentes no funcionamento da câmara municipal, que nada mais faz do que ignorar completamente os problemas reais que se vivem diariamente em Lisboa. Na visão da candidatura “Mais Lisboa”, esses problemas, tão bem conhecidos por todos nós aqui vivemos, estudamos, trabalhamos ou simplesmente por aqueles que visitam a nossa cidade, dizem respeito a todos os lisboetas e não admitiremos que Lisboa continue desgovernada, com o risco de se poder vir a tornar ingovernável. Lutaremos pelo traçar de um caminho que se bata realmente pela erradicação dessas dificuldades colectivas e fazemos dessa meta a nossa maior e mais nobre demanda. A JS Lisboa deve então usufruir do direito de oposição para combater os males se propagam a todo o minuto por mão do actual executivo PSD. Mas não pode, de maneira nenhuma, ficar por ai. Propor medidas baseadas no progresso e elaborar propostas válidas e credíveis que visem políticas de melhoramento do estado da cidade são imperativos que colocamos a nós mesmos.
A candidatura mais Lisboa quer uma JS que aposte na intervenção e na participação junto dos lisboetas com intuito de criar uma cidade de poderes descentralizados, com capacidade transformadora da realidade, onde realmente os Lisboetas sejam o eixo de todas as políticas.
- Criar um Gabinete Autárquico da JS Lisboa, que terá como objectivo auferir das necessidades dos Lisboetas, de modo a poder formar os camaradas Autarcas que são militantes da JS Lisboa. Este Gabinete ficará responsável pelo lançamento de dois programas: o Programa Escutar Lisboa, onde pretendemos ouvir os autarcas e a sociedade civil sobre os problemas inerentes à cidade e o Programa Repensar Lisboa, onde a JS através de aconselhamento político dos nossos autarcas e de técnicos voluntários, vai estudar a viabilidade do conjunto de propostas que apresenta como projecto político para a cidade.
- Elegemos como uma das prioridades para a cidade o fomento da Habitação a custo controlado. Esta medida que foi claramente uma promessa falhada da coligação de direita é realmente necessária especialmente para os jovens no início de vida activa. Vivemos numa cidade envelhecida e queremos inverter essa tendência através de programas de promoção de habitação para Jovens. Para tal propomos:
¾ Recuperar e dar novos contornos ao projecto EPUL Jovem: mais habitação a custos mais baixos
¾ Encontrar e discutir novos modelos de aquisição de habitação para jovens, encontrando neste caso, alternativas ao Crédito Bonificado como por exemplo as Cooperativas de Habitação
- Instalar Orçamentos Participativos: Hoje em dia assistimos a um afastamento da juventude no que respeita à política em geral. Como jovens socialistas não podemos deixar de nos responsabilizar e de tentar inverter essa tendência. Acreditamos neste modelo, aplicado inicialmente no Brasil e que hoje em dia já se “expandiu” para países como França, Alemanha ou Canadá, e cremos que é uma solução para interessar os jovens, e os cidadãos em geral, pela actividade política na sua zona de residência. Como tal, esta proposta tem um objectivo claro: a elevação da cidadania e da participação cívica. É nossa intenção, e objectivo, o propor de um projecto-piloto, assente no mecanismo dos Orçamentos Participativos, numa Junta de Freguesia da cidade de Lisboa.
- Queremos recuperar uma proposta do mandato anterior. É nossa proposta elevar e continuar a discussão sobre os Bairros Administrativos, como estruturas intermédias integradas na realidade autárquica. Pensamos que este será um veículo que irá aproximar o poder autárquico dos cidadãos.
- Casa da Juventude: Foi uma proposta da Coligação “Amar Lisboa”, que acreditamos ser uma bandeira da juventude, pela qual queremos continuar a lutar. Temos de garantir a sua concretização. A nossa cidade carece de mais espaços de vivência jovem. Espaços de âmbito recreativo, cultural, com acesso gratuito a Internet, com informação diversa para jovens e com gabinetes de apoio social e empresarial.
- Defender a criação de uma rede de Residências Universitárias dentro da cidade de Lisboa com o objectivo de a médio prazo ter área suficiente para acolher 10% dos Estudantes do Ensino Superior Público;
- Defender e apelar ao usufruto dos espaços verdes da cidade de Lisboa, promovendo actividades culturais e de animação de rua nos mais emblemáticos; Deve-se igualmente salvaguardar a conservação dos espaços verdes existentes e a edificação de outros essencialmente em freguesias em que existem hoje grandes aglomerados habitacionais com perspectiva de crescimento.
Organização Interna
Como é sabido, nenhuma estrutura subsiste sem se conhecer a si própria e definir prioridades para o meio interno.
Não falamos aqui da organização política da concelhia em si, mas sim da funcionalidade que a concelhia deve e tem de ter para dinamizar os meios e instrumentos de trabalho no seu seio.
A comunicação entre a estrutura concelhia e os militantes será um ponto fulcral para traçar a organização interna tal como a relação institucional e administrativa da mesma com os núcleos de residência e de escola. A valorização da Comissão Política Concelhia, transformando-a em instrumento regular de auscultação dos seus membros figura também nas nossas intenções para o próximo mandato. A nossa candidatura considera ainda que a CPC de Lisboa deve ter um papel mais pedagógico, servindo de veículo de formação política nas suas reuniões ordinárias, onde buscará um carácter mais rigoroso permitindo acostumar os seus membros às regras convencionais do debate político institucional.
O diálogo permanente entre a concelhia e as estruturas base, que tem sido assegurado até agora pelo Conselho de Coordenadores de Núcleo, manter-se-á activo e na ordem do dia mas como consideramos que deve haver uma maior proximidade entre estes dois tipos de estrutura, propomos a organização de reuniões trimestrais entre o Coordenador da JS Lisboa e cada núcleo em particular. Desta forma, teremos uma noção real de como está organizado funcionalmente cada núcleo e poderemos apostar em relações de trabalho individuais com os mesmos, mediante o seu número de militantes activos e o seu desejo e capacidade de organizar actividades.
A utilização da Internet, mais concretamente o desenvolvimento de um novo site e a adopção sistemática do e-mail como meio de comunicação informativo, será uma constante definitiva na JS Lisboa. Também a edição do Jornal da Concelhia será retomada e colocada online no site da JS Lisboa.
Outras medidas de carácter interno, respeitantes à comunicação entre a estrutura concelhia e os núcleos/militantes serão utilizadas neste mandato sendo a mais emblemática a convocatória de plenários de militantes por parte da concelhia para ouvir as opiniões e as recolher criticas das bases.
Toda a parte de organização é necessária para o dia-a-dia de uma instituição como a JS Lisboa e nesse sentido está também ligada aos outros pontos de actuação traçados para o próximo mandato. É nesse pressuposto que iremos esforçar-nos para não sermos atingidos por falhas comunicativas que venham a prejudicar a politica por nós exercida. Pelo contrário, iremos esforçar-nos ainda mais por melhorar todos os mecanismos ao nosso dispor para criar uma maior dinâmica organizacional interna.
Ensino Secundário
A candidatura “Mais Lisboa” está determinada a ter uma concelhia que desenvolva actividades e debata questões políticas e pedagógicas a nível do Ensino Básico e Secundário. Acreditamos que estando o Partido Socialista à frente do poder executivo no país, devemos mais do que nunca ter em atenção a educação da nossa juventude.
A nossa visão presente e futura, tem como objectivo estarmos lado a lado com os Estudantes, debatendo e discutindo com os seus representantes as melhores vias para uma melhor Educação, que defenda acima de tudo um Ensino mais justo, onde a igualdade de oportunidades possa ser uma realidade.
Pretendemos que a JS se empenhe na luta contra a onda de desinteresse em matérias associativas, e tencionamos apelar aos jovens para uma maior participação nas Assembleias de Escola e Associações de Estudantes.
Como o Ensino Secundário não é apenas feito de alunos, iremos procurar conhecer os meios e as posições dos docentes e das associações de pais, que como sabemos, têm grande importância nas Assembleias de Escola e são efectivamente os parceiros sociais da pasta da Educação.
Daremos, com certeza, apoio a vários jovens provenientes de inúmeras escolas secundárias de Lisboa que busquem meios e conhecimento para constituir novas Associações de Estudantes, ou para se candidatarem às existentes, se isso significar que realmente têm vontade de desempenhar um papel na defesa do interesse dos estudantes.
Achamos por bem que a JS Lisboa esteja sempre a par da legislação referente ao Básico e Ensino Secundário e suas reformas e revisões. Pensamos que assim teremos uma forma para servirmos e sermos úteis à justiça na luta estudantil e até a qualquer combate político na área da Educação que represente e exprima lealmente as nossas posições.
No meio do vasto assunto que para nós é o Ensino Secundário, manifestamos o interesse em levar a cabo campanhas de sensibilização política junto das escolas. Assim acreditamos que poderemos desenvolver um novo campo de articulação com a sociedade jovem e de divulgação das nossas próprias posições e fundamentos políticos. É hoje, mais do que nunca, necessário levar a ideologia aos espaços de aprendizagem, como aliás, foi sempre tradição neste nosso Portugal.
Ensino Superior
A qualidade do Ensino Superior, na sua vertente universitária e politécnica, é um dos barómetros da evolução em qualquer país do mundo.
Lisboa, como é sabido, é a maior cidade universitária de Portugal e embora os poderes autárquicos não deliberem sobre as matérias normativas do Ensino Superior, consideramos que é da responsabilidade social de cada lisboeta um interesse natural sobre o estado actual do Ensino Superior no nosso país e em particular sobre as Universidades, Politécnico e Institutos sedeados em Lisboa, na maior parte das vezes, instituições de importância impar para os jovens estudantes do nosso concelho.
Sob esse desígnio, justificamos a acção que queremos estimular como Concelhia de Lisboa.
Nesta matéria tão extensa há inúmeras áreas e pontos a ser estudados e teremos de preparar a JS para isso, ajudando a fomentar um debate interno que se amplie até nível nacional. Sabemos bem que as competências para alterar a politica vigente não estão a cargo da JS Lisboa. Mas é uma área para nós mais do que familiar e sensível. Muitos de nós, militantes da JS Lisboa, frequentamos diariamente estas instituições e melhor do que ninguém conhecemos os problemas como eles se põem na realidade. A nossa presença e assistência operacional é fulcral para qualquer politica da JS que decida intervir no Ensino Superior.
O sistema de Ensino Superior português envolve diversas áreas que, sob o tecto das leis, são hoje de competência exclusiva das Universidades e faculdades. Estas vão desde a Acção Social Escolar até ao financiamento, passando pelos diferentes critérios e modelos de ensino e avaliação, pela internacionalização do ensino ou ainda pelo papel dos representantes dos estudantes na gestão das instituições. Todas estas áreas e ainda outras de igual importância devem ser analisadas.
A internacionalização do Ensino Superior, tem até agora o seu ponto culminante com o início das consequências práticas da Declaração de Bolonha. Até 2010, o chamado Processo de Bolonha terá de estar implementado nos dos subsistemas de Ensino Superior português, o que quer dizer que daqui a três anos estará em funcionamento pleno uma reforma estrutural que se altera o próprio sentido dado ao Ensino Superior, deixando de ser um Ensino de Conhecimento para passar a ser um Ensino de Competências. Mas as transformações que Bolonha acarreta dão-se a nível pedagógico, científico, administrativo, estrutural e por consequência, social. A JS Lisboa deve estar atenta ao desenrolar do processo e quando se justificar, marcar posição.
À semelhança do que queremos fazer em torno do Ensino Secundário, também no Ensino Superior a Concelhia de Lisboa tem de estar preparada para dar apoio a camaradas, dispostos a provar o seu devido valor, que se queiram candidatar aos órgãos sociais das Associações Académicas ou aos órgãos de gestão das Universidades. Estamos certos que toda a JS defenderá sem demora um Ensino Superior mais justo e solidário e que encontre base de acolhimento no mercado de trabalho para os jovens licenciados.
Da nossa parte, pretendemos recriar um grande dinamismo em torno das questões do Ensino Superior. Trabalhar sob as matérias deste sistema de Ensino é quase uma obrigação, pois compreendemos e solidarizamo-nos com as transformações e adversidades da vida dos jovens universitários e recém licenciados. Não devemos ignorar os problemas deste campo, mas sim, fomentando a concórdia interna sobre o assunto, trabalhar para, no limite, construirmos um Ensino Superior justo e perfeito.
Lisboa, 20 de Abril de 2007.

